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UMA REVISTA
DIGITAL SOBRE RELIGIOSIDADES DE MATRIZES AFRICANAS

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Edição 06

SINCRETISMOS

Quantas vezes nós paramos para refletir quais elementos não externos à cultura afro-diaspórica estão presentes nos terreiros pelo Brasil? A influência indígena, cristã, oriental - e muitas outras - compõem as diversas maneiras de cultuar os orixás nos terreiros pelo Brasil. Nas páginas, iremos debater diversas visões sobre os processos de sincretismos dentro das religiosidades.

E é sempre bom lembrar: em um contexto onde a perseguição às religiosidades de matrizes africanas é estrutural, assim como o racismo, é necessário debater o papel político de todos esses elementos na formação das nossas tradições. E de forma alguma buscamos desrespeitar ou mudar o que está estabelecido, mas entender de que forma isto afeta a continuidade das religiões.

Na matéria principal, contamos a trajetória de Juliana Kerexu, cacique  liderança indígena que recebeu um chamado espiritual para a Umbanda. Depois de tantos anos louvando os caboclos no solo que eles compartilharam com nossos mais velhos, esta conexão também acontece no caminho inverso e serve como um lembrete de que os verdadeiros donos da terra estão aqui e precisam ser respeitados. Desta forma, a presente edição propõe incitar a reflexão sobre o papel dos adeptos de religiosidades de matrizes africanas na defesa dos direitos indígenas. 

As reportagens e colunas desta edição também trazem discussões sobre a presença de elementos cristãos na Umbanda, os processos sincréticos entre o culto de orixá tradicional e o nosso Candomblé, e diversas influências que criaram novas vertentes religiosas. E, não menos importante, a estreia de três novas colunistas que se juntam para somar ao time da KOBÁ: Pai David Dias,  com “Encruzilhadas”; Mariana Gino traz “A África tem uma história” e a coluna internacional “Piedra y caracol”, escrita por Felipe Oddede Kan Flores, que nos ensina um pouco mais sobre Santeria, religião afro-cubana da qual ele pratica na Califórnia, EUA.

Com a licença dos caboclos para pisar neste solo sagrado e a gratidão por ensinar aos nossos ancestrais o poder das matas, te apresento a  sexta edição da revista KOBÁ. Boa leitura!

Por Naíse Domingues

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